Presente na RD Congo desde 2015, o Camões (Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.) é responsável pela política de cooperação, e pela políticas de ensino e divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro.

 

Na República Democrática do Congo, a ação do Camões I.P. decorre de um camoes2protocolo assinado com a Universidade de Kinshasa, em 2015, donde resulta a criação de um leitorado, para o apoio ao ensino da língua portuguesa na UNIKIN, e de um Centro de Língua Portuguesa.

O leitorado apoia e acompanha o ensino da Língua Portuguesa, de que beneficiam anualmente cerca de 500 alunos, distribuídos por três cursos da Faculdade de Letras e Ciências Humanas daquela universidade: Tradução e Interpretação; Ciências da Informação e Comunicação; Língua e Civilização Francesa.

O Centro de Língua Portuguesa é um espaço polivalente que oferece os recursos (livros, documentos áudio e vídeo, conexão à internet) para a aprendizagem ou desenvolvimento de conhecimentos em Língua Portuguesa, Literaturas em Língua Portuguesa, História, Artes, entre outros. É também um espaço aberto para a dinamização de atividades culturais: encontros, oficinas, exposições e sessões de cinema são algumas das atividades desenvolvidas.

Para além do domínio da língua, central na sua ação, o Camões I.P. desenvolve ainda atividades para a promoção da cultura portuguesa e culturas de países de língua portuguesa: em contexto bilateral, promovendo ações em colaboração com parceiros locais, como multilateral, designadamente no quadro do polo EUNIC RDC, cuja presidência detém desde maio de 2019.

No quadro do polo EUNIC RDC (European Union National Institutes for Culture), são desenvolvidas ações nos domínios da música, literatura, cinema e fotografia. Colaborar para a inscrição da Rumba Congolesa na lista representativa do Património Imaterial da Humanidade, facilitar o acesso ao livro e à literatura, investir na formação de jovens criadores são alguns dos objetivos para que concorre a ação do Camões, I.P. no país.

No quadro da ação cultural externa, e em coordenação com a Embaixada de Portugal em Kinshasa, o Camões I.P. tem desenvolvido vários projetos e contado com a presença de vários convidados portugueses. Destacamos a colaboração na criação de uma peça de teatro bilingue – Temple d’Aquarium, que receberia o prémio de Melhor Peça Estrangeira no FESTECA 2018 (Angola); uma apresentação, pelos alunos de português da Universidade de Kinshasa, de leituras encenadas de Portugal, a flor e a foice, de Rentes de Carvalho, dirigida por Faustin Linyekula; a residência artística e exposição fotográfica de Mónica de Miranda, que conduziu também uma semana de oficinas em fotografia na Academia de Belas Artes de Kinshasa; bem como a presença de Rui Poças, Pedro Madeira e Sérgio Tréfaut nas várias edições do Festival du Film Européen da RDC.

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